Opinião: Gabriel Barbosa é, sim, Gabigol!

Gabigol já anotou 10 gols em 2018 (Foto: André Storti/Santos FC)
As críticas em torno do futebol de Gabriel Barbosa são exageradas. Emprestado pela Internazionale ao Santos até o fim desta temporada, o atacante de 21 anos vem sendo sacrificado no esquema tático do técnico Jair Ventura. Apesar de ser um exímio artilheiro, Gabriel não é centroavante, aliás, nunca foi!
O Menino da Vila, desde a base, sempre atuou pelas beiradas do campo e já declarou publicamente que funciona melhor jogando nas extremidades do que centralizado, como vinha sendo utilizado.
Os números mostram a eficiência do jovem artilheiro: são ao todo 70 gols na sua curta carreira como profissional, sem contar os tentos marcados nas seleções olímpica e de base (66 pelo Peixe, 2 pela Seleção e 1 por Inter-ITA e Benfica-POR). Esse número poderia ser bem melhor, mas o tempo ocioso na Europa pesa contra o atacante. Foram quase dois anos sem entrar em campo com frequência. Talvez uma precipitação do seu staff e uma "marra" desnecessária tenham contribuído para o fracasso no Velho Continente. Apesar disso, se compararmos com um rival da mesma época, Gabigol leva certa vantagem: Gabriel Jesus, hoje no Manchester City-ING, marcou até o presente momento 61 gols.  
Por que essa comparação? Bem, analisando de forma IMPARCIAL, no período em que os garotos se firmaram na equipe principal de seus respectivos clubes, a mídia esportiva defendia a qualidade do ex-palmeirense como sendo superior a do santista, porém sempre enxerguei um equilíbrio técnico entre os dois. Prova disso é a quantidade em que ambos foram às redes adversárias (70/Gabigol x 61/Gabriel Jesus). 
Outro fator importante mostra o diferencial do atual camisa 10 da Vila: gols em clássicos. Quase 20% das vezes que balançou as redes jogando pelo Santos foram contra os rivais de estado Palmeiras, Corinthians e São Paulo. A maior vítima é justamente o alviverde com 6 gols sofridos, já o tricolor e o alvinegro de Itaquera foram castigados em três oportunidades cada um.
Então, o apelido dado pela torcida santista pode, e deve, ser atribuído à Gabriel Barbosa. O Menino da Vila não se adaptou, nesse primeiro momento, ao futebol europeu, mas não é por isso que dever ser tachado de "Mascarado", "Gabibanco" ou "Eterna Promessa", ao contrário, seus números provam o seu talento. Vale lembrar que outros sofreram com este mesmo problema de adaptação, Philippe Coutinho quem o diga. Após sair do Vasco da Gama, o meia amargou um longo período de inatividade na mesma Internazionale de Milão e precisou, também, ser emprestado para mostrar o seu real valor e hoje, como todos sabem, está entre os 11 favoritos de Tite. Consciência e obediência tática se adquire com treino, mas a qualidade técnica já nasce com os grandes jogadores, basta os seus treinadores compreenderem isso. 

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