Santos sofre revés histórico para o Grêmio


O Santos que vimos no último domingo (06) foi a síntese de um time burocrático, apático (para não dizer covarde) nessa temporada de 2018. Talvez não tenha sido a pior partida do Peixe neste ano. Como sugerir isso em meio ao 5 x 1 sofrido!? Simples. A equipe de Vila Belmiro foi dominada e controlada pelo melhor clube brasileiro da atualidade. Em outras oportunidades jogou tão mal quanto no domingo, mas ainda não havia enfrentado um time numa fase tão maravilhosa como a do Grêmio.
Enfrentar o tricolor gaúcho em seus domínios e as condições citadas acima, conspiravam para uma derrota santista. Porém, a postura dentro de campo (ou a falta dela) e a ausência do DNA santista resultaram no pior desfecho possível: a maior goleada sofrida para os gaúchos em toda a história.   
O humilhante revés evidencia os pontos fracos da equipe, além de denunciar o esquema tático falido do técnico Jair Ventura. É importante ressaltar que o tão sonhado meia armador ainda não chegou e isso dificulta o trabalho do treinador (Ganso foi especulado nesses últimos dias). O Santos não consegue armar UMA jogada sequer, foi assim durante todo esse primeiro terço de temporada, e pior do que isso, tem dificuldades em ficar com a bola. Não dá para culpar só a comissão técnica, faltam peças para o plantel. Dentro desse contexto (ficar com a redonda), a falta da posse de bola acarreta na sobrecarga sofrida pelo sistema defensivo nessas últimas três partidas (derrotas para Bahia, Nacional-URU e Grêmio) e expõe outro defeito: a saída de jogo.
Entendo que a falta de investimento em novos reforços coloca Jair numa situação difícil, mas é bom frisar: a culpa não é somente dele. Entretanto, vejo talento suficiente dentro do elenco, principalmente no ataque, para o Peixe ser no mínimo corajoso e agressivo. O ataque conta com: Rodrygo, Sasha, Gabigol, Arthur Gomes, Copete (apesar da má fase) e Bruno Henrique, este último mal jogou na temporada, mas quando estiver bem fisicamente será titular absoluto. Tem qualidade suficiente para ser um time ofensivo, que agride o adversário, não um time “retranqueiro” como tem sido.  Em outras palavras: é possível manter o DNA santista vivo e é isso que o torcedor quer!
Jair Ventura não pode se apoiar na falta de um meia para execrar o futebol ofensivo tão prezado pelo Santos ao longo de toda a sua história. E os torcedores, de maneira alguma, devem atribuir a má fase somente ao técnico. O misto de culpa envolve diretoria (falta de reforços), treinador (ausência do DNA santista) e elenco (postura em campo).
A torcida espera uma resposta rápida dentro de campo, apesar disso, a confiança está lá embaixo. Até a noite desta terça (08) apenas 2 mil ingressos haviam sido vendidos para o duelo da próxima quinta-feira, na Vila Belmiro, contra o Luverdense, partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, às 21h45 (horário de Brasília). O futebol praticado pela equipe reflete nas arquibancadas.

Que o Peixe possa reencontrar o caminho das vitórias já nesta quinta!

Santos Sempre Santos!

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